Saiba tudo sobre o vitiligo

Home » Saúde » Saiba tudo sobre o vitiligo

Não se sabe muito sobre a sua origem ou o que se pode fazer para evitá-la.

Saiba tudo sobre o vitiligoO vitiligo, doença caracterizada pela despigmentação total ou parcial da pele, que provoca manchas esbranquiçadas no corpo atinge cerca de 1% da população mundial.Não se sabe muito sobre a sua origem ou o que se pode fazer para evitá-la. Sabe-se, apenas, que distúrbios emocionais,  em diferentes fases da vida, funcionam como "gatilhos" que acionam o aparecimento das manchas."O vitiligo está diretamente ligado ao estresse emocional", afirma Paulo Luzio, chefe do ambulatório de vitiligo da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. "Ter estresse é inevitável, mas a forma como se lida com ele pode ser trabalhada. Se você lida bem com o estresse, terá menor número de surtos e surtos mais suaves. Se lida mal, terá maior número e surtos mais agressivos", avisa.Mas não é todo mundo que sofre de estresse que corre o risco de desenvolver a doença: somente os que têm predisposição genética. "A

causa do vitiligo ainda é desconhecida. Muitas teorias como a autoimune, a neural e a citotóxica, entre outras, tentam explicar o porquê da perda de função dos melanócitos", explica Roberta Buense, especialista em vitiligo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), acrescentando que não existe um grupo que seja mais suscetível à doença. "O vitiligo atinge todas as raças, sexos e idades. Não há um padrão", assegura.Das muitas teorias existentes para explicar a origem do vitiligo, uma das mais aceitas pelos médicos é a de que se trata de uma doença autoimune. Como diabetes tipo 1, lúpus, artrite reumatoide e esclerose múltipla. Segundo os especialistas, doença autoimune é aquela onde o organismo deixa de reconhecer células do próprio corpo e passa a produzir anticorpos para atacálas. No caso do vitiligo, as células atingidas são os melanócitos, responsáveis pela produção da melanina, o pigmento que determina a cor da pele do indivíduo.Geralmente, as manchas do vitiligo atingem, principalmente, as mãos, os pés, os cotovelos, os joelhos, o rosto e os órgãos genitais. Mas não é toda e qualquer mancha branca que indica que o indivíduo seja portador de vitiligo. Algumas delas podem ser provocadas pelo sol ou micose. Em caso de dúvida, o melhor a fazer é procurar o dermatologista ao menor sinal de mancha ou lesão na pele.TratamentoFeito o diagnóstico, Luzio explica que, antes de indicar o melhor tratamento para cada pessoa, o médico precisa fazer uma avaliação, entre outros aspectos, o tipo de vitiligo, a idade do paciente, a fase da doença, as regiões afetadas e a extensão do comprometimento. Quanto ao tipo, o vitiligo pode ser dividido, a grosso modo, em dois: o localizado e o generalizado."A forma de tratamento é distinta: Nos casos de vitiligo localizado, é recomendada uma medicação tópica. Quando se trata de vitiligo generalizado, a fototerapia é a primeira indicação, juntamente com vitaminas e antioxidantes", esclarece Roberta. Na maioria das vezes, os resultados dos tratamentos demoram e incluem desde a utilização de substâncias à base de corticoides até sessões de fototerapia com psolarenos.No primeiro caso, os corticoides tentam impedir a destruição dos melanócitos pelos anticorpos e podem ser utilizados por via oral, injetável ou tópica. No segundo, os psolarenos são medicamentos que estimulam a proliferação dos melanócitos, mas, para agirem no organismo, eles precisam da exposição à radiação ultravioleta. Além dos tratamentos considerados convencionais, a doença pode ser combatida, ainda, por imunomoduladores tópicos, terapia a laser ou intervenção cirúrgica."A cirurgia é indicada em casos restritos", pondera Lopes. "O procedimento consiste na retirada da pele de áreas saudáveis e da inserção dela nas lesões com despigmentação. A intervenção, geralmente, é indicada nos tipos localizado e estável de vitiligo. Ou seja, sem aumento ou surgimento de novas lesões nos últimos 12 meses", completa.Quando o vitiligo atinge mais de 80% do organismo, uma das opções de tratamento pode ser a despigmentação total da pele. "Essa alternativa somente deve ser utilizada em casos bem selecionados, em virtude de complicações frequentes e de dificuldade na obtenção de resultados satisfatórios", alerta o especialista.Apesar dos danos estéticos que o vitiligo provoca na autoestima dos portadores, a doença não causa maiores prejuízos à saúde. Os médicos recomendam que os pacientes tenham cuidado com a exposição excessiva ao sol. Explica-se: uma das funções da melanina, além de determinar a cor de pele do indivíduo, é protegê-la da radiação solar.Por isso mesmo, sem a melanina como escudo protetor, os portadores de vitiligo estão mais suscetíveis a desenvolver câncer de pele. "O uso de filtro solar nas lesões localizadas em áreas expostas é fundamental", salienta Roberta, que enumera outros cuidados básicos, como evitar lesões (cortes, arranhões e queimaduras) na pele e não usar roupas muito apertadas.