Como evitar acidentes domesticos com criancas

Home » Família » Como evitar acidentes domesticos com criancas

No total, cerca de 6 mil crianças nessa faixa etária morrem em decorrência desses acontecimentos e 140 mil são hospitalizadas anualmente.

Como evitar acidentes domesticos com criancasSegundo dados do Ministério da Saúde, os acidentes ou lesões não-intencionais representam a principal causa de morte de crianças até 14 anos no Brasil. No total, cerca de 6 mil crianças nessa faixa etária morrem em decorrência desses acontecimentos e 140 mil são hospitalizadas anualmente. Nas crianças até um ano, entre as principais causas de mortalidade e internações estão sufocamento, queda, queimadura, envenenamento pela ingestão de substâncias tóxicas e choque elétrico. Dos dois aos sete anos, à exceção do sufocamento, os demais acidentes estão entre os principais responsáveis por hospitalizações e mortes. Os dados são alarmantes, mas devem servir para uma conscientização. A boa notícia é que, segundo a ONG Criança Segura — especializada em promover a prevenção de acidentes entre os pequenos —, 90% dessas consequências trágicas poderiam ser evitadas com pequenos cuidados por parte da família. “Os pais devem estar cientes de que o ambiente precisa ser adaptado às crianças e não o contrário”, alerta o pediatra Aramis Lopes, do departamento cientí- fico de segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo Alessandra Françóia, coordenadora do Programa de Formação de Mobilizadores da Criança Segura, pequenas mudanças garantem a segurança do pequeno e a tranquilidade dos pais. “É importante

avaliar a casa como um todo, com um olhar bastante cuidadoso, para, então, eliminar ou minimizar os riscos”, indica. Para cada cômodo da casa, há sugestões específicas dos especialistas: Sala Os fios e a tomada: A fiação dos aparelhos eletrônicos nunca deve estar exposta e as tomadas precisam ser protegidas com tampas apropriadas ou fita isolante. Assim, afasta-se o risco de choque elétrico. •Os móveis: Prefira móveis com pontas arredondadas ou use protetores naqueles em que os cantos são mais pontiagudos, oferecendo riscos de batidas e cortes aos pequenos. Mas tenha uma postura bastante crítica também ao selecionar estes e outros protetores. Peças pequenas e que se soltam facilmente podem ser levadas pela criança à boca, aumentando o risco de engasgamento e asfixia. •A decoração: Enfeites de vidro, cerâmica e outros materiais que se quebram facilmente devem ser retirados do alcance da criança. Objetos pequenos, como brincos e anéis, esquecidos sobre mesas e cômodas, são um perigo e tanto, pois conseguem passar pela garganta de uma criança pequena e, portanto, oferecem risco de asfixia. •As plantas: Algumas plantas, quando manipuladas ou colocadas na boca, podem causar graves intoxicações em crianças, principalmente menores de cinco anos. Bico-de-papagaio, copo de leite e comigo-ninguém-pode são exemplos de vegetais que oferecem risco. •A televisão: Como a TV normalmente é um atrativo para os pequenos, que costumam manipular seus botões rotineiramente, é importante que ela esteja apoiada em um móvel bem firme, diminuindo os riscos de que o aparelho caia sobre a criança durante um movimento mais brusco. Quarto da criança •O berço: Para crianças de até um ano, é preciso um cuidado especial para evitar sufocamento. O bebê deve dormir em colchão firme, coberto somente até a altura do peito. Os lençóis precisam estar bem presos embaixo do colchão. O colchão também não pode estar a mais de dois dedos de distância do berço e jamais deve ser mantido em embalagem plástica. Para evitar risco de asfixia, o ideal é retirar travesseiros, protetores, brinquedos e outros objetos do berço assim que a criança pegar no sono. As grades do berço não devem ter mais que 6 cm de distância entre elas. •A janela: Evite cortinas e persianas com cordas compridas, que possam ser alcançadas pelas crianças, oferecendo risco de estrangulamento. Janelas e sacadas precisam estar protegidas por telas e redes. Além de instalar o equipamento, é importante ficar atento à qualidade do material, bem como à sua data de validade. •Os móveis: Não os coloque próximos a janelas, facilitando o acesso das crianças. •As paredes: Procure usar tintas atóxicas. Na fase em que costumam levar tudo à boca, crianças menores de três anos podem se sentir motivadas a lamber paredes e móveis. Alguns pigmentos podem conter substâncias como o chumbo e o monóxido de carbono. Vale ficar atento. •As gavetas: Remédios e produtos de higiene da própria criança precisam ficar fora do alcance dos pequenos. Ou em gavetas e armários protegidos por lacres de segurança. Banheiro •A banheira: As queimaduras em banheiras estão entre as principais causas de acidentes com crianças. Por isso, é fundamental testar a temperatura da água com o dorso da mão, movimentando a água de um lado para o outro. Nunca deixe a criança sozinha na banheira e esvazie-a imediatamente após o uso. Cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa. •Os produtos de higiene: Não são apenas os produtos de limpeza que podem ser tóxicos para as crianças. Enxaguantes bucais e outros itens de higiene pessoal também precisam ficar em locais mais altos ou em armários protegidos por lacres de segurança. •A porta e o vaso: Quando não estiver em uso, a porta do banheiro deve permanecer fechada. A tampa do vaso sanitário também. Nas crianças, as partes mais pesadas do corpo são a cabeça e os membros superiores, assim, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para a frente e isso aumenta muito o risco de afogamento. •O piso: Se o piso for muito liso, proteja-o com tapetes antiderrapantes. Cuidado com toalhas e tapetes que deslizam sobre o solo e que podem provocar a queda dos menores. Cozinha •A porta: São tantos os perigos em potencial oferecidos pelo cômodo em que preparamos as refeições que a sugestão dos especialistas é que o acesso das crianças seja restrito. Para isso, basta instalar um portãozinho na entrada. •O fogão: Cozinhe sempre nas bocas de trás do fogão e com os cabos das panelas virados para trás, evitando, assim, que as crianças os alcancem. •As toalhas: Tome cuidado com toalhas compridas. A criança pode se sentir tentada a puxá-las, entornando substâncias em alta temperatura sobre si mesmas. •A limpeza: Produtos de limpeza, isqueiros e fósforos devem ser mantidos bem longe do alcance das crianças. •A gaveta: Gavetas de talheres e com outros objetos perfuro-cortantes precisam estar protegidas por um lacre de segurança. •O piso: Se o piso for muito liso, use tapetes antiderrapantes. E tome cuidado com os tapetes altos. Como as crianças menores não levantam muito os pezinhos quando começam a andar, qualquer desnível pode provocar um tropeço e a queda.