Como cuidar de um peixe betta

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Três bolinhas de ração específica já bastam para matar sua fome.

Como cuidar de um peixe bettaEle, à primeira vista, nem é tão exigente. Três bolinhas de ração específica já bastam para matar sua fome. O aquário não precisa ser imenso nem ter filtros de limpeza. Só um detalhe é fundamental e pouca gente cuida disso: para que esse peixe com fama de brigão viva bem,

ele deve se sentir em casa. Ou seja, como o betta veio dos arrozais do Tibete, o aquário deve imitar esse ambiente com algas, pedras e areia. “Quando deixado só na água, sem nada, o peixe pode se estressar, desenvolver doenças e até morrer”, diz o especialista Luiz Fernando Duboc, da Universidade Federal do Esprito Santo. E, por favor, não caia na besteira de lhe arrumar um companheiro — ou companheira. O betta só fica sossegado na solidão. Se isso não for respeitado, louco para defender seu território a qualquer preço, a disputa será fatal. Todo o cuidado com a convivência é pouco até mesmo na hora de reproduzir. “A fêmea deve ser colocada dentro de um vidro com água e esse recipiente, por sua vez, deve ficar mergulhado no aquário”, ensina o biólogo Guilherme Abbad Silveira, de Brasília. Ele vai ficar batendo no vidro enquanto se acostuma com a ideia de ter a outra por perto — e essa distância é mantida por algum tempo. O encontro amoroso é rápido, sem dar tempo para desentedimentos. Assim que a fêmea desova, precisa ser retirada do aquário. É o macho que, então, constrói o ninho na superfície, produzindo bolhas com muco que servirão de abrigo para os filhotes. Não se assuste: aí o aquário até vai parecer sujo. A limpeza, nesse período de dois dias, deve ser feita com uma espécie de aspirador próprio, capaz de retirar impurezas só do fundo, sem comprometer o ninho. Aliás, mesmo quando o betta não se prepara para ser pai, o aquário deve passar por uma faxina três vezes por semana. Nessas horas, o certo é preservar parte da água para não alterar o pH, trocando só o restante. “Tudo isso é muito importante para prolongar a vida do animal”, garante Luiz Fernando Duboc.